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6 passos essenciais para a migração de um data center para a alta velocidade

Imagem retirada de https://www.2cloud.com.br/continuidade-das-operacoes-o-que-um-data-center-tier-iii-tem-ver-com-isso/
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Os consumidores e as empresas têm gerado um crescimento exponencial dos serviços de dados, fazendo com que as operadoras de data centers procurem novas formas de oferecer maior velocidade no tráfego nas redes. Os data centers empresariais precisam, ao mesmo tempo, suportar as aplicações legadas e preparar o cenário para novas aplicações. Até poucos anos, a Ethernet de 10 gigabits era a alternativa de “alta velocidade”, porém, o roadmap Ethernet de hoje vai de 25 e 50 gigabits até 100/200 gigabits, e aponta para 400 gigabits. Diante deste panorama, a Migração para Alta Velocidade (HSM, da sigla em inglês) é uma tecnologia que ajuda as redes a transportar mais dados, além de permitir aos administradores protegerem suas redes no futuro, proporcionando as garantias operacionais que necessitam.

Por que HSM?
O modelo de tráfego nos data centers mudou. A demanda por maior velocidade cresceu e a infraestrutura que foi compatível com as aplicações no passado poderá não ser adequada para suportar aplicações futuras. E, atualmente, tempo é uma questão crítica. Hoje, por exemplo, os operadores das bolsas de valores, precisam ter respostas imediatas; na educação e na medicina é essencial que as redes de dados sejam mais seguras e apresentem baixissima latência.

Os dados se tornaram a nova moeda e com aplicações em tempo real que incentivam a necessidade de uma latência menor, um data center bem administrado se converte em uma vantagem competitiva. Os administradores de data centers, cujo papel anterior era essencialmente manter as coisas em funcionamento, agora são responsáveis por oferecer rendimento maior e uma latência menor para manter a empresa competitiva.

A HSM define a rede do data center, à medida que evolui para um maior rendimento e maior capacidade, adotando uma nova perspectiva para o desenho de infraestrutura, que mira o futuro da fibra óptica de alta velocidade nos data centers. O desafio para os administradores dessa infraestrutura é tomar decisões sobre as mudanças atuais, levando em conta diferentes tipos de fibra, protocolos e distâncias de alcance no futuro. Devem migrar para uma infraestrutura que seja suficientemente flexível para se adaptar, ao mesmo tempo que mantêm os custos sob controle. Conheça, a seguir, alguns pontos importantes para essa migração:

1. Compreender as opções e até que ponto deseja ir – É necessária uma boa compreensão das distâncias e tipos de fibra que estão sendo utilizadas, quão longe precisará chegar e com qual largura de banda. Até alguns anos atrás, 40G era considerada “alta velocidade”, porém, hoje essa tecnologia foi substituída rapidamente por fibra óptica de 100G.

Algumas das questões que precisam ser encaradas são: posso ir com um cabo ponto a ponto, ou preciso de reconfiguração e pontos de teste? Que tipo de capacidade preciso e qual a curva de crescimento que deveria esperar? Que velocidade devo planejar para 25G, 40G ou 50G, o que acontece com 100G ou 400G?

2. Ter a capacidade de administrar a infraestrutura atual e futura – Contar com uma ferramenta de administração de infraestrutura (AIM) pode proporcionar uma imagem clara de sua infraestrutura e ajudar a compreender as capacidades e os pontos críticos. Isso faz com que seja mais fácil tomar decisões com conhecimento e responder rapidamente às interrupções, de forma que se tenha uma infraestrutura mais acessível e gerenciável a longo prazo.

3. Planejar a flexibilidade – Desenvolver um projeto que tenha a opção de usar pacotes de 8, 12 ou 24 fibras, possibilitando o ajuste do tamanho da infraestrutura em cada passo do caminho, até uma largura de banda maior, é o ideal para otimizar o uso da sua infraestrutura de fibra, enquanto mantém 100% de utilização. Seu projeto deve ser compatível com vários tipos de fibra e estratégias de crescimento, que coincidam com suas futuras aplicações, porque não existe uma solução única para todos.

4. Incorporar modularidade – Escolha painéis que possam aceitar uma variedade de módulos de fibra, de maneira que, o data center, ao crescer, tenha uma caixa comum e os técnicos possam simplesmente trocar módulos para passar para uma velocidade de dados mais rápida. O ideal é que o cabeamento e os módulos sejam implementados uma vez só, e os pontos de extremidade são os que devem ser trocados para mudar para velocidades maiores.

5. Conheça sua estrutura de custos – Medir custos e benefícios de várias opções, para depois tomar a melhor decisão sobre o tipo de fibra e as soluções de conectividade que se adaptam aos objetivos de uma maneira rentável é de suma importância.

6. Entenda o tempo adequado para a migração – O data center precisará migrar para velocidades mais altas antes do que se imagina, por isso escolher uma rota e um provedor que possam ajudá-lo será de vital importância. Com novos serviços em tempo real exigindo uma capacidade maior do data center, sua trajetória de HSM deve estar pronta para corresponder às necessidades que as aplicações de rede óptica exigem.

Um plano de migração de HSM é essencial para todas as grandes organizações, porém não deve ser um processo doloroso, e muito menos caro. Comece com alta capacidade em mente, avalie cuidadosamente as opções e trace um caminho de migração com os produtos certos. Há uma carteira completa de produtos que admitem conectividade de maior velocidade no data center, com flexibilidade de configuração, módulos MPO intercambiáveis de 8, 12 e 24 fibras, fibra monomodo e multimodo de perda ultrabaixa e fibra multimodo de banda larga OM5, que permite a transmissão dúplex de 100G ou mais em longas distâncias. Com essas soluções, seu data center se tornará uma plataforma flexível e rentável para computação em tempo real, proporcionando vantagens competitivas no atual cenário digital.

fonte: Inforchannel, escrita por Simone Vieira