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Chip conecta processador quântico à rede de fibra óptica

Imagem retirada de http://noticias.universia.com.br/estudar-exterior/noticia/2016/01/19/1135594/universidade-yale-da-bolsas-estudo-brasileiros.html
Imagem retirada de http://noticias.universia.com.br/estudar-exterior/noticia/2016/01/19/1135594/universidade-yale-da-bolsas-estudo-brasileiros.html

Engenheiros da Universidade de Yale, nos EUA, criaram um chip que consegue converter a luz visível em luz infravermelha e vice-versa, sem perder o estado quântico dos fótons originais. Assim, o componente funciona como um acoplamento entre os chips quânticos e a rede de dados de fibras ópticas.

Isso é um elemento essencial para as tão sonhadas redes quânticas, já usadas em sistemas avançados de criptografia e que, no futuro, serão a base da Internet quântica.

De acordo com o site Inovação Tecnológica, apesar de o progresso no campo dos processadores quânticos ter se acelerado nos últimos anos, a construção de redes quânticas práticas, que consigam transmitir informações a grandes distâncias, ainda depende do desenvolvimento de componentes de interface entre o processamento e a transmissão de dados. E o dispositivo criado por Xiang Guo e seus colegas é uma peça chave nesse processo.

Com o novo chip, dispositivos quânticos – sejam baseados em uma nuvem ultrafria de átomos de rubídio ou em centro de nitrogênio no meio de um diamante – podem trocar informações através de longas distâncias, utilizando a infraestrutura de fibra óptica já existente. Para isso, o microcircuito converte os fótons para uma frequência na faixa do infravermelho, que podem então ser transmitidos pela rede de fibras ópticas que compõe a Internet. Ao chegar ao destino, outro chip idêntico reverte o processo, convertendo o sinal infravermelho em um fóton que pode ser lido pelo processador quântico.

O protótipo apresentou uma eficiência de 14%, mas a equipe já adiantou que isso se deve a problemas na conectividade dos elementos que compõem o chip – segundo eles, não será difícil chegar a uma eficiência de 100%, porque já identificaram os materiais semicondutores necessários para isso.

fonte: iMasters