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Como funciona a Internet por fibra ótica

Imagem: Reprodução/Pond5
Imagem: Reprodução/Pond5

A Fibra ótica é uma tecnologia associada com alta performance para conexões de Internet. Embora testes e pesquisas com técnicas até mesmo superiores já estejam em desenvolvimento, a fibra ótica ainda oferece o que há de mais avançado em termos de conectividade para o consumidor.

A seguir, você vai entender o que é e como funciona a Internet por fibra ótica. Veja como esse tipo de cabeamento se compara às redes baseadas em fios comuns e saiba por que a conexão tende a ser tão mais rápida e estável do que as redes de cabos telefônicos.

Cientistas testam Internet veloz e sem fio que pode substituir fibra ótica

A grande vantagem que torna o uso de fibra ótica atraente para conexões é o fato de que essa tecnologia permite que os fios deem conta de um volume de dados muito maior. Cabos do tipo, com diâmetro na casa dos microns, podem transmitir 2,5 milhões de chamadas telefônicas. Um fio de cobre convencional precisaria ter um diâmetro de seis metros, e consumir uma quantidade absurda de energia, para transmitir esse mesmo volume de dados.

Além disso, imune a interferências, a fibra ótica permite que sinais de rede de Internet sejam distribuídos sem oscilação e falhas de sinal.

Qual é a diferença de velocidade entre as tecnologias?

Redes com infraestrutura de fiação de cobre, como as conexões DSL comuns, oferecem velocidades de transferência entre os 768 Kbps (kilobits por segundo) e 1.5 Mbps (megabits por segundo), em média. Em condições ideias, redes desse tipo podem chegar a 7 Mbps.

Na fibra ótica, as velocidades médias ficam entre 50 e 100 Mbps, com situações ideais de máximas entre 1 e 10 Gbps.

A razão para essa grande diferença está no fato de que, ao transmitir pulsos de luz em vez de eletricidade pela fiação, a fibra ótica pode atingir frequências muito maiores do que os sinais elétricos de fios de cobre. Essa maior frequência, que você pode entender como “maior quantidade de pulsos de luz por unidade de tempo”, é o que explica a velocidade maior desse tipo de cabo. No entanto, as vantagens vão ainda além.

Por que a fibra ótica é melhor?
Como vimos, a fibra ótica tem capacidade de transmissão de informações muito maior. Mas há ainda outras vantagens na tecnologia, que, somadas, ajudam a explicar por que ela é melhor.

Como o material usado nos cabos não é o cobre, mas sim o vidro, esses cabos são menos propensos à interferências eletromagnéticas. Isso preserva a qualidade do sinal, evita oscilações e perda de velocidade.

Outro aspecto importante está no fato de que, ao contrário do cobre dos fios comuns, a fibra ótica tem uma área de cobertura maior. Os efeitos da degradação do sinal luminoso, que viaja levando informação no interior do cabo, só passam a ser percebidos depois de 40 quilômetros. No caso dos fios de cobre, a perda de sinal começa a ser perceptível depois de 100 metros.

Outra vantagem surpreendente da fibra ótica está na resistência. Pode parecer contra intuitivo, mas os fios de vidro da espessura de um fio de cabelo no interior dos cabos podem apresentar resistência a danos e durabilidade maior do que a fiação de cobre, sujeita a desgaste por conta de oxidação e o efeito das mudanças de temperatura do metal.

Além disso, a fibra ótica é mais segura. Como interceptar o trânsito de informações nos cabos óticos é muito mais difícil do que em fios de cobre, os dados trocados nessas redes acabam ganhando uma camada extra de proteção.

Há desvantagens?
Os problemas da fibra ótica estão concentrados, sobretudo, em investimentos. Para a adoção dessa tecnologia, operadoras precisam investir na instalação de novas redes. Isso acaba concentrando a oferta da tecnologia a grandes centros, ou a operadoras de cobertura mais localizada e especializada nesse tipo de tecnologia.

Do outro lado, redes de Internet via DSL ou cabo de TV são amplamente disponíveis porque esses serviços usam uma infraestrutura já disponível nas cidades. Para o consumidor, também há custos de adoção, já que a fibra ótica pode exigir novas instalações na residência e roteadores novos, que sejam compatíveis com o sinal ótico.

fonte: Techtudo, escrita por Filipe Garrett